Posted Posted by Rodrigo Francisco in Blog     Comments 1 comentário
jun
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Call-to-action, otimização de resultados através da arquitetura de informação

O Psicólogo Barry Schwartz abordou um dos dogmas centrais da sociedade ocidental: liberdade de escolha no seu estudo que se debruça sobre a ligação entre a psicologia e a economia, onde a escolha nos tornou menos livres e mais paralisados; mais insatisfeitos em vez de mais felizes. Numa palestra dada por Scwartz, onde ele tratou da “Paralisia da Escolha: Porque mais é menos”( o mesmo assunto de seu livro “O Paradoxo da Escolha”), ele cita pesquisas feitas em supermercados que provam o contrário do que se pensa normalmente: quando o consumidor tem mais escolhas, ele compra menos: quando consumidores foram apresentados a uma variadade enorme de marcas de um determinado produto, menos deles compraram em comparação a quando haviam menos opções.

A variedade de opções de escolha levaram à Paralisia de Escolha – os consumidores não decidiram qual marca escolher e foram embora sem escolher nenhuma delas.

Esses resultados podem não ser o reflexo cristalino da nossa realidade, mas podemos tirar lições disso quando pensamos nestes conceitos aplicados ao Desenho de Interface.

Experiência de uso.

É comum ouvir alguém falar do quanto foi difícil encontrar alguma informção em determinado site, ou muito pelo contrário, o quanto foi fácil, mas enfim, a que se deve essa facilidade ou dificuldade de uso nas páginas da internet? A preocupação com o usuário. A experiência de uso de um determinado sistema,(seja ele um site ou aplicativo móvel) deve ser sempre pensada em função de quem o utiliza, com a intenção de facilitar seu aprendizado e minimizar a sobrecarga de informação.

Os conceitos citados acima são parte das Heurísticas de Jakob Nielsen (http://www.useit.com/jakob/) , traduzidas por Frederick van Amstel do blog Usabilidoido.com.br, que segundo o próprio Frederick, devem ser ressaltadas como síntese de conhecimentos mais amplos.

Ferramenta importante e eficaz juntamente de várias outras no desenho de interfaces, os Calls-to-action, em forma de botões ou títulos, devem fazer jus ao seu nome:

Chamar ou provocar ações, e para isso, eles devem se diferenciar do restante do conteúdo através de cores, espaço em branco, etc.

Explique bem e rapidamente.

No exemplo abaixo, vemos como a Apple utiliza um botão call-to-action para fazer com que o usuário escolha um determinado produto, dando a ele uma garantia extra (na frase acima do botão) que lhe estimulará a clicar e, a partir dai, visualizar mais detalhes na página seguinte.

Use cores alternativas.

A cor é sempre eficaz quando bem utilizada na diferenciação de conteúdo, especialmente quando o padrão cromático de uma determinada interface é limitado a poucas cores. O exemplo abaixo situa muito bem o usuário e não deixa dúvida sobre o próximo passo a ser tomado na experiência de uso do sistema.

Dê aos títulos e subtítulos o prestígio que eles merecem.

Você provavelmente notou que este post estabelece uma hierarquia que diferencia por tamanho o título e os subtítulos, além de possuirem cor diferente do restante do texto. Este recurso auxilia na orientação do nosso olhar, fazendo com que identifiquemos “seções” no conteúdo, como também foi feito no exemplo abaixo.

Nas próximas semanas traremos novos artigos relacionados ao Desenho de Interfaces, tratando de outras importantes e frequentemente esquecidas questões sobre este assunto.

Referências

http://www.thesitewizard.com/webdesign/usability-paralysis-of-choice.shtml

http://boagworld.com/design/10-techniques-for-an-effective-call-to-action

    • http://novosricos.net Novos Ricos

      Ótimo texto e mais imprecionado por encontrar este conteudo em portugues. Call-to-action é fundamental para tudo, até na vida real. 

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