Posted Posted by Daniela Cabral in Blog, Mercado     Comments 2 comentários
jul
14

Internet para todos

internet para todos

Imagine ir ao parque no final de semana, ou estar dentro do seu carro num engarrafamento e poder acessar a internet de seu notebook ou celular, sem pagar nada por isso. Pois é o que está acontecendo em diversas cidades mundiais e agora aqui no Brasil, com a instalação de  pontos de acesso a internet sem fio em locais públicos

Em Amsterdã, a cobertura wireless chega a toda a cidade. Em São Paulo, Rio de Janeiro, Ilha Bela, Goiânia e outras cidades brasileiras, alguns pontos possuem a cobertura e as prefeituras estudam ampliar o serviço.  O serviço que é gratuito a toda a população traz um benefício grande ao comércio local, principalmente em cidades turísticas, já que os visitantes terão acesso sobre as programações em qualquer lugar que eles estejam.

Sobre este assunto, a revista Mundo Estranho preparou uma série de dados sobre como funcionam as redes sem fio que cobrem uma cidade:

1) Antes de chegar a cada cidade, a internet pode vir de satélites, ondas de rádio ou por meio de uma rede de 270 de cabos de fibra ótica submarinos que interligam os países do globo e respondem por cerca de 80% da comunicação mundial. Eles são a opção mais barata e também a mais potente: transmitem até 500 vezes mais informação do que os satélites.

2) Os cabos que chegam do mar vão para centrais de telecomunicação, que retransmitem o sinal para dentro do país por meio de fios subterrâneos. Esses sistemas são controlados por empresas de telecomunicações e por grupos de pesquisa financiados pelo governo. No Brasil, as maiores centrais ficam em Fortaleza, Rio, São Paulo e Florianópolis.

3) Para que o sinal da internet seja transmitido para uma cidade  inteira sem fio, uma boa opção são as redes WiMax (Worldwide Interoperability for Microwave Access), que recebem o sinal e o retransmitem por meio de ondas de rádio para aparelhos com placas específicas para isso. O alcance das ondas varia entre 50 e 80 quilômetros de raio.

4) Em grandes cidades, a posição das antenas tem que considerar, além do raio de alcance, a quantidade de pessoas. Por exemplo, se a cidade tem 1 milhão de habitantes, devem existir de 40 a 50 antenas com velocidade de 1 Gbps para que cada usuário tenha 100 Mbps de velocidade, valor semelhante ao oferecido pela banda larga atual.

5) Poucos computadores têm a placa específica para receber Wi Max– a maioria reconhece só o sinal Wi-Fi. Para converter o sinal WiMAX em Wi-Fi, é necessário instalar na cidade roteadores, aparelhos com alcance médio de 50 metros. Uma cidade como São Paulo precisaria de 30 mil roteadores espalhados em cima de postes e prédios.

6) Com os roteadores distribuídos pela região metropolitana, é só conectar o laptop, computador de mesa, celular e outros gadgets que tenham acesso à internet. Mas a quantidade de pessoas acessando ao mesmo tempo um ponto interfere na velocidade da conexão. Num parque, onde é mais difícil controlar esse número, o acesso pode ser mais lento.

7) As redes sem fio são preparadas para tentativas de invasão de hackers: elas são criptografadas – exigem um cadastro e uma senha. Em uma rede pública municipal, o login de cada usuário poderia ser, por exemplo, o RG acompanhado de uma senha. A chance de furar a segurança de uma rede sem fio é praticamente a mesma de uma rede com fio.

8) O custo da rede em uma grande cidade  sairia entre 20 e 30 reais por mês por usuário. Em São Paulo, com mais de 10 milhões de habitantes, a conta chegaria a 3,6 bilhões de reais por ano, fora o custo das antenas. Resta saber quem pagaria a conta. Nas cidades wireless pelo mundo, existem tanto serviços gratuitos (Piraí) quanto pagos (Amsterdã).

Veja pontos de internet sem fio em algumas cidades brasileiras:

Goiânia (GO) – Parque Vaca Brava, Parque Flamboyant, Praça Universitária, Mercado da 74 e Praça Joaquim Lúcio, em Campinas.

Ilha Bela (RJ) - Rua Dr. Carvalho – a beira mar -, e a rua São Benedito (Rua do Meio), que compreende do Píer da Vila até o recém construído Centro de Saúde

Parintins (AM), Piraí (RJ)  e Sud Mennucci (SP) - 100% de cobertura wireless em toda a cidade.

Rio de Janeiro (RJ) – Praia de Copacabana

Porto Alegre (RS)- Praça da Alfândega, Mercado Público, Parcão, Redenção e Esplanada da Restinga

    • Rui

      Nossa que massa. Moro em Goiânia e não fazia idéia que tem internet sem fio no Vaca Brava, aqui pertinho de casa! Gostei demais do blog, valew aí

    • adriana

      fico muito triste pois só tem acesso ainternet quem mora nos bairros de rico, pois moro no bairro floresta região noroeste de goiânia, e aqui agente não consegue uma internet nem pagando

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